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Se escolhida pela terceira via, disputarei presidência mesmo sem o apoio de Doria

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A pré-candidata à Presidência Simone Tebet (MDB) afirmou que vai respeitar o resultado das pesquisas internas encomendadas para embasar a definição de um nome de consenso dentro da terceira via.

Tebet acrescentou que, se o resultado for favorável, ela manterá a candidatura com ou sem uma aliança com o ex-governador João Doria (PSDB).

A declaração, dada durante participação da senadora em um ciclo de debates organizado pela Associação Comercial de São Paulo, se dá em um momento em que partidos que compõem a chamada “terceira via” tentam encontrar um acordo para lançar um candidato único.

Pesquisas quantitativas e qualitativas foram encomendadas para avaliar a posição dos pré-candidatos Simone Tebet e João Doria entre o eleitorado. A previsão é a de que o resultado seja divulgado na próxima quarta-feira (18).

“O resultado há de ser cumprido. Se por ventura o meu nome for indicado na ‘quali’, e mesmo que os partidos não queiram somar conosco, eu serei pré-candidata e depois candidata à presidência da República pelo meu partido, independentemente de outros partidos se somarem conosco ou não”, disse nesta segunda.

Tebet afirmou ainda que vai respeitar as “regras do jogo” se seu nome não for escolhido, mas que que seguirá “firme e forte” caso tenha resultado favorável nas pesquisas.

“Eu quero dizer o seguinte: com ou sem frente democrática, se o meu nome for escolhido e outros resolverem ‘Ah, não aceito as regras do jogo’, tentarem judicializar, é um direito que lhes assiste. Eu continuo”, disse. “Eu não posso me dar ao direito de não ser pré-candidata à Presidência da República”, acrescentou.

Doria contesta pesquisas de opinião

Em meio a um impasse interno, o PSDB convocou para terça-feira (17) uma reunião da Executiva Nacional do partido. O encontro acontecerá após o ex-governador João Doria enviar uma carta ao presidente do partido, Bruno Araújo, na qual subiu o tom e reafirmou que não vai desistir na candidatura. No documento, Doria ainda indicou que poderá judicializar a situação.

Doria declara, no texto, que pesquisas de opinião “refletem o momento” e não podem “servir para guiar os destinos” do PSDB nas eleições nem o voto dos eleitores. O ex-governador paulista não tem tido bom desempenho nas sondagens feitas por institutos de pesquisa.

No final do documento, João Doria diz que usará de “todas” as suas “forças” para fazer “prevalecer a vontade, democraticamente manifestada pela imensa maioria dos filiados do PSDB, e para que seja respeitada a lisura nos gastos realizados com o fundo partidário”.

Em novembro do ano passado, Doria foi escolhido como pré-candidato do PSDB à Presidência da República ao derrotar, nas prévias do partido, o ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto.

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