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  • Binance usa estratégias diferentes em São Paulo, Coreia do Sul e Taiwan

    Enquanto a operação brasileira aposta em integração financeira e em uma rede ampla de indicações, a Coreia do Sul exige entrada por uma exchange doméstica e a Tailândia combina joint venture, licenças e campanhas controladas

    Guarulhos, 30 de setembro de 2026

    Para o usuário, uma corretora de criptomoedas pode parecer igual em qualquer país. O aplicativo reúne cadastro, depósito, compra, venda e acompanhamento de preços. Nos bastidores, porém, a atuação da Binance muda conforme a legislação, os meios de pagamento e os hábitos do consumidor.

    São Paulo, Coreia do Sul e Tailândia mostram essa diferença. No Brasil, a empresa aproxima os ativos digitais do cotidiano financeiro, com operações em reais e integração com o Pix. Na Coreia do Sul, o retorno ocorreu por meio da GOPAX, exchange local adquirida pela Binance. Na Tailândia, a companhia escolheu uma parceria com um grande grupo do país e uma plataforma voltada ao mercado nacional.

    Os programas de indicação e de afiliados acompanham essas escolhas. A indicação recompensa um cliente por convidar amigos, depois que o novo usuário conclui determinadas etapas. O programa de afiliados atende influenciadores, sites, comunidades e empresas que divulgam a plataforma e recebem parte das taxas geradas pelos cadastrados.

    São Paulo: presença corporativa e conexão com o sistema brasileiro

    São Paulo ocupa papel central na estratégia da Binance no Brasil. A empresa abriu escritório na capital paulista em 2022, ao lado de uma unidade no Rio de Janeiro, para ampliar sua estrutura local, o atendimento e o relacionamento com parceiros e autoridades.

    A escolha acompanha a posição da cidade como principal centro financeiro do país. Bancos, gestoras, fintechs e empresas de tecnologia mantêm presença relevante na região. Para uma companhia global de ativos digitais, estar perto desse ecossistema facilita contratações, parcerias e diálogo institucional.

    A atuação brasileira ganhou nova dimensão com a aquisição da corretora Sim;paul, aprovada pelo Banco Central. A operação aproximou a Binance de estruturas reguladas do sistema financeiro nacional e sinalizou o interesse da empresa em construir uma presença mais permanente no país.

    No cotidiano do usuário, a principal adaptação está nos pagamentos. A plataforma trabalha com depósitos em reais e busca reduzir as etapas entre a conta bancária e a compra de criptomoedas. A integração do Binance Pay com o Pix segue essa lógica. O usuário pode utilizar ativos digitais elegíveis em pagamentos convertidos para reais, dentro das condições do serviço.

    A empresa também procura ampliar o uso prático das criptomoedas. Cartões, pagamentos, transferências e conversão entre ativos fazem parte de uma estratégia que vai além da negociação.

    Afiliados no Brasil: alcance amplo

    No Brasil, o sistema de afiliados é uma ferramenta importante de aquisição de clientes. A Binance trabalha com dois caminhos. O primeiro é a indicação feita por usuários comuns, que compartilham links ou códigos com amigos. O segundo é o programa voltado a parceiros profissionais, como criadores de conteúdo, portais e comunidades do setor.

    Nas campanhas de indicação, as recompensas podem assumir a forma de cashback, bônus ou benefícios relacionados às taxas de negociação. O pagamento depende de condições como verificação de identidade, depósito ou realização de operações dentro de um prazo.

    O afiliado profissional pode receber uma parcela das taxas geradas pelos usuários cadastrados por seu link, que contém um ID de indicação Binance pronto para vincular e fornecer descontos nas taxas de negociação no mercado spot e futuros. A porcentagem varia conforme o programa, o volume de atividade e a categoria do parceiro. Esse modelo combina com o mercado brasileiro, marcado pela presença de influenciadores financeiros e canais especializados.

    A estratégia reúne três elementos. O afiliado apresenta a plataforma. O Pix facilita o depósito e a movimentação em reais. A presença corporativa em São Paulo reforça a percepção de uma operação adaptada ao país. Conteúdos remunerados, porém, precisam ser identificados com clareza como publicidade ou parceria comercial.

    Coreia do Sul: retorno pela GOPAX

    Na Coreia do Sul, a Binance encontrou um cenário mais restritivo. O país possui um mercado de criptomoedas ativo, mas também exige registro, controles rigorosos e integração com instituições financeiras locais.

    A Binance havia deixado o mercado sul-coreano em 2020. O retorno começou a ser construído em 2023, quando a empresa adquiriu participação majoritária na GOPAX. Em vez de relançar diretamente sua plataforma global em coreano, a companhia escolheu entrar por meio de uma exchange estabelecida no país.

    A aprovação regulatória da mudança de controle levou tempo. Autoridades analisaram a estrutura societária, os executivos indicados e a situação financeira da operação. O processo mostrou que a prioridade não poderia ser apenas captar usuários rapidamente.

    A GOPAX também carregava o desafio do produto GOFi, ligado à crise da Genesis. A resolução das pendências com clientes e a recuperação de confiança tornaram-se partes importantes do plano. Nesse contexto, o crescimento depende de capacidade financeira, governança e conformidade.

    Afiliados na Coreia do Sul: papel secundário

    O sistema de afiliados tem menos destaque na estratégia sul-coreana. A promoção de uma plataforma estrangeira para residentes locais pode ser interpretada como oferta de serviços sem o registro necessário, dependendo da forma como é realizada.

    Por isso, a aquisição de clientes tende a permanecer ligada à GOPAX, às campanhas autorizadas e às regras de cadastro do país. Em vez de abrir uma rede ampla de criadores remunerados por volume de negociação, a prioridade é consolidar a exchange local e cumprir as exigências das autoridades.

    Indicações e parcerias podem ocorrer em ações específicas, mas não ocupam o mesmo papel observado no Brasil. A diferença está não apenas no marketing, mas na própria forma escolhida para operar no país.

    É interessante observar que os sul-coreanos são mais exigentes que os brasileiros. Eles pesquisam e procuram evidências de que determinado código realmente dá os descontos necessários. Esse referral code Binance with discount proofs, por exemplo, mostra evidências de que de fato o código entrega os descontos prometidos. Isso não é tão fácil de se descobrir ao ver todos os possíveis códigos de afiliados que há na internet.

    Taiwan: plataforma global diante de uma nova legislação

    Em Taiwan, a presença da Binance segue outro modelo. A empresa não opera uma exchange taiwanesa equivalente à GOPAX nem possui uma estrutura local de pagamentos comparável à brasileira. Os usuários elegíveis acessam a plataforma internacional, concluem a verificação de identidade e utilizam os serviços disponíveis para a região.

    Taiwan regulava as empresas de ativos virtuais principalmente por regras de prevenção à lavagem de dinheiro. Em setembro de 2025, a Comissão de Supervisão Financeira divulgou uma lista de nove prestadores que concluíram o novo registro obrigatório. A Binance não apareceu entre essas empresas locais registradas.

    O ambiente mudou em 2026. O Legislativo aprovou, em junho, a Lei de Serviços de Ativos Virtuais, promulgada em julho. A norma cria um regime mais amplo de licenciamento, com exigências sobre proteção dos clientes, separação de ativos, segurança, governança e moedas estáveis.

    A aplicação completa depende de regulamentação complementar e de datas definidas pelo governo. Taiwan pretende substituir uma fiscalização concentrada em lavagem de dinheiro por uma estrutura mais próxima daquela aplicada a outros serviços financeiros.

    Para a Binance, uma expansão mais localizada poderá exigir licença, parceria ou entidade aprovada. Até que esse caminho seja definido, a estratégia permanece baseada na plataforma global, na comunidade de usuários e no relacionamento institucional.

    A empresa realizou treinamentos sobre investigação de crimes com ativos digitais para mais de mil agentes taiwaneses e colaborou em apurações de movimentações suspeitas. Em 2025, também anunciou auxílio em BNB para usuários afetados por enchentes no sul de Taiwan.

    Afiliados em Taiwan: distribuição global com cautela local

    O modelo de afiliados em Taiwan está mais próximo do programa internacional da Binance do que de um sistema criado para o mercado local. Criadores e comunidades em língua chinesa podem divulgar links de indicação, desde que sejam elegíveis pelas regras da plataforma e respeitem as limitações dos produtos oferecidos na região. Como usuários chineses de Taiwan utilizam muito mercados alavancados de margem, as receitas costumam ser expressivas, muito mais do que no Brasil, apesar do volume de pessoas comparativamente ser menor. O usuário de Taiwan também é mais exigente em termos de verificar se o código realmente confere os descontos prometidos e costuma se apegar bastante ao seu idioma nativo, procurando por 幣安推薦碼.

    O usuário indicado pode receber benefícios ligados às taxas, enquanto o parceiro pode obter comissão sobre a atividade gerada. As condições variam conforme a campanha, o produto e a classificação do afiliado. Não há, porém, uma operação local licenciada que organize essa rede como uma exchange doméstica faria.

    Com a nova lei, a divulgação tende a exigir atenção maior. Quando recebe comissão, o influenciador não atua apenas como usuário que recomenda um serviço. Sua publicação tem natureza comercial. Essa distinção será relevante à medida que Taiwan detalhar regras para publicidade, captação de clientes e atuação de plataformas estrangeiras.

    Três mercados, três estratégias

    A Binance não aplica um modelo único. Em São Paulo, a prioridade é escala, integração com pagamentos locais e presença institucional. Na Coreia do Sul, o foco está na consolidação da GOPAX e no cumprimento das exigências regulatórias. Em Taiwan, a empresa mantém acesso pela plataforma global enquanto acompanha a implantação do novo regime.

    O sistema de afiliados segue a mesma lógica. No Brasil, funciona como canal permanente de aquisição e se beneficia da facilidade de movimentar reais. Na Coreia do Sul, fica em segundo plano diante da operação doméstica. Em Taiwan, continua ligado à estrutura internacional, com maior dependência de criadores digitais e atenção crescente às regras locais.

    Para o público da Grande São Paulo, inclusive Guarulhos, a comparação mostra que a Binance representa operações diferentes conforme o mercado. A tecnologia pode ser global, mas o modo de chegar ao consumidor depende da legislação, dos parceiros, dos pagamentos e da confiança construída em cada região.

  • Guarulhos entra em novo ciclo de investimentos com GRU acima de 8 milhões de passageiros no bimestre

    Guarulhos, 26 de março de 2026

    Modernização bilionária até 2029 e demanda elevada reforçam o peso do aeroporto na economia local.

    O Aeroporto Internacional de Guarulhos começou 2026 em ritmo forte e com um novo ciclo de investimentos no radar. Somente nos dois primeiros meses do ano, o terminal somou mais de 8 milhões de passageiros, resultado que reforça a posição estratégica do município no mapa da logística, do turismo e dos negócios no país.

    Ao mesmo tempo em que o fluxo segue elevado, o aeroporto avança para um plano de modernização estimado em R$ 2,5 bilhões até 2029. O pacote prevê ampliação da capacidade operacional, reforço da segurança e melhorias na experiência dos passageiros, além de intervenções em terminais, sistemas de bagagem, pátios e pistas de táxi.

    Na prática, o movimento interessa diretamente a Guarulhos. Um aeroporto mais moderno e com demanda aquecida tende a puxar serviços de transporte, hotelaria, alimentação, comércio e atividades ligadas à cadeia logística. Para uma cidade que já ocupa posição estratégica no estado, o ambiente combina investimento de longo prazo com potencial de geração de renda e novos negócios no entorno do terminal.

    O impacto também vai além do embarque e desembarque de passageiros. Quando o principal aeroporto do país amplia sua infraestrutura, cresce junto a pressão por mão de obra qualificada, eficiência urbana e integração com outros modais.

    Como qualquer aeroporto, é necessário fornecer insumos básicos para a população como uma boa conexão de internet. Quando Isabela Martins utilizou a corretora Quotex no summit de São Paulo, ficou claro como velocidade de conexão é relevante para trabalhadores que estão aguardando no local. Para Guarulhos, isso significa oportunidade, mas também desafio: transformar o aumento do fluxo e dos aportes em desenvolvimento que seja percebido no dia a dia da economia local.

    Por dentro dos números

    • Passageiros em janeiro de 2026: 4,34 milhões
    • Passageiros em fevereiro de 2026: 3,69 milhões
    • Total no primeiro bimestre: mais de 8 milhões
    • Plano de investimentos: R$ 2,5 bilhões até 2029
    • Participação do terminal: 15% da movimentação aérea nacional e 29% do fluxo internacional de passageiros

    Por que importa para Guarulhos

    Com o aeroporto operando em escala elevada e entrando em nova rodada de modernização, Guarulhos se fortalece como polo de serviços, circulação de pessoas e atração de negócios. O efeito mais imediato aparece nos setores que vivem do movimento do terminal, mas o reflexo de médio prazo pode ser ainda maior, com melhora da competitividade da cidade e reforço de seu papel como porta de entrada do Brasil.

  • PF desmantela “fábrica” de lixeiras adulteradas usada para esconder cocaína no Aeroporto de Guarulhos

    Guarulhos, 14 de janeiro de 2026

    Estrutura produzia recipientes com fundo falso para abastecer o tráfico internacional; ação ocorre em meio a recorde de apreensões e prisões no terminal em 2025.

    A Polícia Federal desarticulou uma estrutura criminosa que usava lixeiras “adaptadas” com fundo falso para esconder cocaína em áreas próximas ao setor de embarque do Aeroporto Internacional de Guarulhos. A operação, realizada nesta semana, cumpriu dois mandados de busca e apreensão no município e mirou endereços apontados pelos investigadores como uma espécie de linha de produção dos compartimentos clandestinos.

    Segundo a apuração, o grupo fazia da peça aparentemente banal, a lixeira, um item-chave para burlar a fiscalização, criando um espaço oculto onde a droga era armazenada antes de seguir viagem. O esquema teria como destino principal países da Europa, rota recorrente para o envio de cocaína a partir do maior aeroporto do país.

    A PF informou que o caso está inserido em duas frentes investigativas, batizadas de Heavy Cleaning e Persecutio Punctata, que miram organizações especializadas em logística e ocultação de entorpecentes no ambiente aeroportuário. Ainda no contexto da mesma investigação, um homem apontado como um dos líderes do grupo foi preso no último fim de semana. Ele seria responsável por fornecer a cocaína e pagar as chamadas “mulas”, recrutadas para transportar a droga até o destino final.

    A descoberta da “fábrica” joga luz sobre um aspecto menos visível do tráfico internacional: a sofisticada engrenagem montada fora do terminal para alimentar o crime dentro dele. Em vez de depender apenas do improviso, quadrilhas investem em métodos de ocultação de entorpecentes cada vez mais elaborados e, muitas vezes, sob medida para driblar inspeções e cães farejadores.

    Recorde em 2025 aumenta pressão sobre o aeroporto

    O desdobramento ocorre dias depois de a própria Polícia Federal divulgar um balanço que mostra a dimensão do problema e o tamanho do cerco no Aeroporto de Guarulhos. De acordo com os dados da corporação, 2025 terminou com 3.992 quilos de entorpecentes apreendidos e 820 pessoas presas por diversos crimes no terminal, um recorde histórico de apreensões para a unidade.

    Do total interceptado, cerca de 46% era cocaína, geralmente com destino europeu, enquanto aproximadamente 52% eram derivados de THC, como haxixe e skunk, que costumam ter origem na América do Norte e na Ásia, tendo o Brasil como destino final. O levantamento também indica que, entre as prisões, 451 tiveram relação com tráfico internacional, 307 foram capturas por mandados judiciais e 62 ocorreram por outros crimes, como contrabando, descaminho e uso de documento falso.

    Um dado que chama atenção é a persistência do método de transporte por ingestão de cápsulas, que exige acompanhamento médico e mobiliza equipes de segurança e saúde. Em janeiro, por exemplo, a PF relatou ocorrências recentes desse tipo no terminal, com suspeitos encaminhados ao Hospital Geral de Guarulhos para preservar a integridade física durante os procedimentos.

    Impacto local e próximos passos

    Para Guarulhos, as operações têm reflexo direto: além de reforçar o combate ao crime transnacional, elas pressionam a infraestrutura de atendimento e custódia, envolvendo hospitais, delegacias e serviços públicos. Em paralelo, o aeroporto, por onde passam milhões de passageiros, segue no centro da disputa entre quadrilhas que buscam novas brechas e forças de segurança que ampliam fiscalização, inteligência e cooperação com outros órgãos.

    A Polícia Federal não detalhou, até o momento, se houve apreensão de drogas especificamente nesta etapa das buscas ligadas às lixeiras adulteradas, nem quantos integrantes são investigados. O caso segue sob investigação para identificar a cadeia completa do esquema, do fornecimento da cocaína ao recrutamento e pagamento de transportadores e para mapear possíveis ramificações em outros estados e países.

  • O que aconteceu com o mercado de criptomoedas no dia 10 de Outubro

    Guarulhos, 25 de dezembro de 2025

    É natal, clima de festa, mas nossa equipe jornalista reuniu os dados para expor alguns acontecimentos recentes que intrigaram os leitores do jornal O Dia de Guarulhos.

    Recentemente, no dia 10 de outubro, um evento que ficou conhecido na comunidade como a “sexta-feira negra das criptomoedas”. Mas o que realmente aconteceu nesse dia, e por que o mercado ainda está sentindo seus efeitos, incluindo brasileiros e paulistanos?

    Para entender tudo isso, precisamos voltar ao início. Deixe-me explicar alguns termos:

    O que são Market Makers, ou “MMs”? Eles são grandes instituições financeiras que garantem liquidez para o mercado. Isso quer dizer que, mesmo em momentos de baixa procura, eles colocam ordens tanto de compra quanto de venda nas plataformas (chamadas exchanges) para garantir que sempre haverá alguém disponível para realizar a operação que você quer fazer.

    Um dos principais Market Makers é uma empresa chamada Wintermute. Esses players são extremamente importantes, especialmente em exchanges gigantes como a Binance, pois mantêm os preços estáveis e os spreads baixos. Spread, aliás, é a diferença entre o preço pelo qual você pode comprar uma criptomoeda e o preço pelo qual pode vendê-la. Quanto menor o spread, mais eficiente é o mercado.

    No entanto, no dia 10 de outubro, ocorreu algo incomum. Trump anunciou tarifas pesadas de 100% sobre as importações chinesas. Essa notícia por si só já seria suficiente para deixar qualquer mercado financeiro instável, e com as criptomoedas não foi diferente. Nesse mesmo dia, aconteceu algo ainda mais complicado: a API da Binance, que é basicamente o sistema de comunicação usado pelos Market Makers para enviar suas ordens automaticamente, apresentou atrasos inesperados. Esse foi o evento n°1.

    Esses atrasos são muito perigosos para MMs, já que suas operações são altamente precisas. Eles fazem operações “casadas”: compram e vendem quase simultaneamente, sempre mantendo suas posições equilibradas (o que chamam de operação delta-neutra). Quando ocorre um atraso nessa comunicação, o risco aumenta muito, podendo causar prejuízos enormes. Por isso, assim que perceberam o atraso, esses players rapidamente retiraram suas ordens de compra e venda do mercado. Esse foi o evento n°2.

    Com a retirada dos Market Makers, a liquidez do mercado despencou quase imediatamente. O livro de ofertas, que normalmente tem ordens suficientes para absorver grandes movimentos, simplesmente desapareceu. Isso significou que vendedores que tinham ordens para vender criptomoedas a qualquer preço (as chamadas “ordens a mercado”) acabaram não encontrando compradores disponíveis. E o resultado disso foi brutal: em poucos minutos, o preço de várias criptomoedas na Binance caiu rapidamente para quase zero. Esse foi o evento n° 3.

    Nesse caos, exchanges como a própria Binance tiveram que agir rapidamente, provavelmente assumindo temporariamente o papel de market makers para estabilizar o mercado. Ou seja, elas compraram grandes quantidades de criptomoedas para evitar que a queda continuasse descontroladamente.

    O problema é que essas criptomoedas compradas às pressas precisam ser vendidas posteriormente, já que exchanges e Market Makers não têm interesse em especular com essas posições. Eles precisam devolver essas posições ao mercado, retornando ao estado de equilíbrio. No entanto, fazer isso em um cenário de baixa liquidez é complicado, já que não há compradores suficientes interessados em absorver essas grandes quantidades. Esse é o evento n°4.

    Além disso, um estudo feito pela Kaiko, uma empresa que monitora dados do mercado cripto, apontou que aproximadamente 1/3 da liquidez total do mercado simplesmente sumiu após esse evento. E com menos liquidez disponível, qualquer venda mais significativa tem um impacto muito maior nos preços.

    Queda no OI desde dia 10/out, dados da Glassnode
    Open Interest – queda abrupta desde o dia 10

    Outra consequência que tem sido observada desde então é um padrão curioso no comportamento dos preços das criptomoedas. Durante o período em que as bolsas dos Estados Unidos estão fechadas, especialmente de noite e de madrugada, costumamos ver pequenas altas impulsionadas por notícias positivas. Porém, assim que as bolsas abrem, geralmente por volta das 11:30 ou meio-dia no horário de Brasília, as criptomoedas começam a cair novamente. Isso ocorre porque esses grandes players aproveitam o aumento momentâneo do preço para “desovar” parte do estoque acumulado no dia 10 de outubro.

    padrão observado de desova de criptomoedas ao meio dia
    Padrão observado

    Não sabemos exatamente quanto tempo essa situação vai durar. O que sabemos é que, enquanto os grandes players ainda estiverem vendendo suas posições e enquanto a liquidez não retornar aos níveis anteriores, o mercado continuará frágil e sujeito a quedas significativas.

    No entanto, esse cenário não deve ser visto como algo permanente. Pelo contrário, parece temporário. À medida que a liquidez se recupera lentamente e que os grandes players vão terminando de vender suas posições acumuladas, o mercado pode voltar a um equilíbrio mais saudável. Ao ler ontem uma postagem da Binance Square sobre o referral code 2026, percebi que o sentimento da comunidade a respeito de uma recuperação está se montando novamente. Além disso, se em paralelo surgirem notícias positivas como a aprovação de regulamentações favoráveis nos Estados Unidos (como o chamado “Clarity Act”), podemos ver uma recuperação rápida e forte nos preços das criptomoedas.

    Portanto, acompanhar esses sinais será essencial para entender quando o mercado voltará ao normal.

  • Guarulhos sedia curso para Patrulhas Maria da Penha com agentes de nove cidades

    Guarulhos, 28 de outubro de 2025

    Entre os dias 20 e 24 de outubro, Guarulhos sediou uma capacitação voltada à atuação das Patrulhas Maria da Penha, reunindo 40 agentes de Guardas Civis Municipais de nove cidades da região: Guarulhos, Arujá, Atibaia, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, São Sebastião e Suzano. O treinamento ocorreu no campus Dutra da Universidade de Santo Amaro (Unisa), na Vila Hermínia, e foi coordenado pela Secretaria de Segurança Urbana (SSU) em parceria com a Guarda Civil Municipal (GCM).

    Foco na proteção às mulheres

    A formação teve como eixo central o enfrentamento à violência doméstica e familiar, com ênfase em:

    • gestão de risco nas ocorrências;
    • procedimentos de atendimento às vítimas;
    • rede de proteção e encaminhamentos;
    • medidas protetivas e o fluxo de concessão e fiscalização.

    Ao longo da semana, os participantes acompanharam aulas teóricas e palestras sobre legislação aplicada, protocolos de acolhimento e articulação intersetorial com saúde, assistência social e Judiciário. A proposta foi padronizar procedimentos, qualificar o primeiro atendimento e aprimorar a integração entre as forças de segurança e os serviços especializados.

    Especialistas convidados

    O curso contou com profissionais de referência na área de segurança pública e políticas para mulheres, incluindo representantes da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Polícias Civis e Militares de diferentes estados e comandos de GCMs. A presença desses especialistas trouxe boas práticas nacionais, estudos de caso e discussão de estratégias de monitoramento de medidas protetivas.

    Encerramento e próximos passos

    Na sexta-feira (24), a solenidade de encerramento reuniu autoridades da SSU e das GCMs das cidades participantes, além da Subsecretaria de Políticas para as Mulheres. Segundo a organização, a expectativa é ampliar a cooperação regional e realizar novas edições com módulos práticos de campo, simulando protocolos de abordagem, avaliação de risco e encaminhamentos rápidos para a rede de proteção.

    Por que importa

    • Agilidade salva vidas: a padronização de rotinas e o monitoramento ativo das medidas protetivas reduzem o tempo de resposta.
    • Atuação regional: ao integrar cidades vizinhas, a capacitação cria fluxos contínuos para casos que transitam entre municípios.
    • Formação permanente: reciclagens regulares mantêm as equipes atualizadas sobre novas diretrizes legais e ferramentas de proteção.

    Serviço
    O que foi: Curso para Atuação das Patrulhas Maria da Penha
    Quando: 20 a 24 de outubro de 2025
    Onde: Campus Dutra da Unisa, Vila Hermínia, Guarulhos
    Quem participou: 40 agentes das GCMs de 9 cidades da região

  • Guarulhos registra 4,16 milhões de passageiros em agosto; alta de 8,8% ante 2024

    Após recorde histórico em julho, fluxo segue forte e consolida retomada; viagens domésticas representaram 63,6% do total

    Guarulhos, 19 de setembro de 2025

    O Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos (GRU) movimentou 4.158.977 passageiros em agosto de 2025, uma alta de 8,8% em relação a agosto de 2024. O resultado mantém o ritmo aquecido observado no meio do ano e confirma a trajetória de crescimento do principal hub aéreo do país.

    Em agosto, os embarques e desembarques domésticos somaram 2.643.424 pessoas (63,6%), enquanto as operações internacionais chegaram a 1.515.553 passageiros (36,4%). Ao todo, foram 26.360 movimentos de aeronaves no mês.

    O desempenho veio logo após o recorde histórico de julho, quando o aeroporto ultrapassou 4,4 milhões de passageiros, a maior marca mensal desde o início da concessão. Naturalmente, agosto mostrou leve acomodação em relação a julho, como ocorre sazonalmente, mas ainda assim ficou muito acima do volume de um ano atrás.

    O comportamento da demanda indica um segundo semestre robusto, sustentado pela malha doméstica e pelo aumento gradual das conexões internacionais, segundo a leitura do mercado com base na evolução da malha e da procura observadas no meio do ano.

    Por dentro dos números de agosto

    • Passageiros totais: 4.158.977
    • Domésticos: 2.643.424 (63,6%)
    • Internacionais: 1.515.553 (36,4%)
    • Movimentos de aeronaves: 26.360
    • Variação anual (ago/25 vs. ago/24): +8,8%

    Por que importa para Guarulhos

    O fluxo de passageiros em alta impulsiona empregos diretos e indiretos na cidade (varejo, alimentação, transporte e hotelaria), amplia a arrecadação municipal e aumenta a visibilidade de Guarulhos como porta de entrada do Brasil. Para o próximo trimestre, a expectativa é de manutenção do movimento elevado com a proximidade dos feriados de novembro e do início da alta temporada de verão.