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Inflação, energia cara e crise política trazem risco para economia

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A recuperação da economia brasileira perdeu fôlego no 2º trimestre, evidenciado que ainda há uma série de obstáculos para a retomada e para a melhora das expectativas. Dados divulgados pelo IBGE mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) recuou 0,1% no 2º trimestre, na comparação com os três primeiros meses do ano.

A queda ocorre após a surpresa positiva da alta de 1,2% no 1º trimestre, refletindo quebras de safras na agricultura, falta de insumos em cadeias da indústria e uma normalização ainda incompleta de diversos setores, sobretudo o de serviços – o mais impactado pela pandemia de coronavírus.

Com o avanço da vacinação e fim das restrições sanitárias na maior parte do país, a expectativa é que o PIB do terceiro e quarto trimestre retome a trajetória de recuperação. Mas em em meio a um cenário de inflação nas alturas, de juros subindo, de escalada da tensão política, de preocupações com o agravamento da crise hídrica e de antecipação da disputa eleitoral, os analistas passaram a revisar para baixo as previsões econômicas.

Economistas alertam que tem aumentado o nível de incerteza em relação à economia. Embora permaneça a expectativa de um crescimento do PIB até mesmo acima de 5% em 2021, boa parte dos analistas já vê para 2022 um crescimento mais próximo de 1,5% do que de 2%.
São ao menos 10 fatores de risco podem frear a economia:

Inflação persistente
Juros em alta e crédito mais caro
Crise institucional e tensão política
Desarranjo nas contas públicas
Dúvidas sobre agenda de reformas
Crise hídrica
Desemprego elevado e queda da renda
Recuperação desigual dos setores
Cenário global menos favorável
Esgotamento do impulso do desliga e liga da economia
1 – Inflação persistente
A inflação no acumulado em 12 meses já ultrapassou 9%, e está cada vez mais acima do teto da meta estabelecida pelo governo para a inflação deste ano, que é de 5,25%. Entre os grandes vilões do ano, estão a disparada nos preços da gasolina e da energia elétrica.

Por ora, a expectativa do mercado para a inflação de 2021 é de 7,27%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Para 2022, a projeção está em 3,95%, mas já se posiciona em patamar acima da meta central para o ano que vem, que é de 3,5%.

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