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Governo mantém projeção de queda de 4,7% para o PIB em 2020

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A equipe do Ministério da Economia manteve em 4,7% a estimativa para o tombo da economia brasileira em 2020.
O número foi divulgado por meio Boletim Macrofiscal do orçamento de 2020, uma publicação da Secretaria de Política Econômica.
Essa é a mesma previsão que foi divulgada em maio.
Em março, no início da pandemia do novo coronavírus, a previsão era de estabilidade no PIB.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.
O Ministério da Economia estima crescimento de 3,2% da economia no ano que vem; de 2,6% em 2022; de 2,5% em 2023; e também de 2,5% em 2024.
A estimativa de queda do PIB neste ano é reflexo de medidas restritivas e de distanciamento social para frear a pandemia do novo coronavírus. As ações levaram, por exemplo, ao fechamento de boa parte do comércio e de fábricas ligadas a áreas consideradas não essenciais. Esses serviços, porém, estão sendo gradativamente reabertos em todo país.
Os reflexos da pandemia têm derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma forte recessão.
A nova estimativa do governo para o PIB deste ano está melhor do que a previsão dos economistas do mercado financeiro, colhida na semana passada pelo Banco Central, segundo a qual a economia terá uma retração de 6,1% em 2020.
Também é mais otimista do que a previsão do Banco Mundial, de uma queda de 8% do PIB brasileiro neste ano, e do Fundo Monetário Internacional (FMI) – que estima um tombo de 9,1% em 2020.
O que diz o governo
Segundo o Ministério da Economia, apesar da extensão do isolamento social, a projeção do crescimento do PIB para 2020 foi mantida “diante da melhoria dos indicadores, refletindo um efeito positivo das políticas adotadas até então”.
“Embora o período de isolamento social no país seja um dos mais prolongados no mundo, o Brasil foi um dos países com políticas econômicas mais focadas dentre os emergentes. Como resultado a atividade tem mostrado sinais de recuperação mesmo durante o isolamento”, afirmou o governo.
O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirmou que a manutenção da estimativa de queda do PIB em 4,7% para este ano considerou impactos negativos na economia, que foram, entretanto, contrabalançados por efeitos positivos.
“A extensão do distanciamento na economia está se prolongando, o que leva a uma piora da projeção do PIB. Por outro lado, você vê que várias formas de comércio, antes não relevantes, melhoraram. A extensão do auxílio emergencial por mais dois meses é um choque de renda, que vai virar consumo. Existem efeitos atuando em vários sentidos na economia. Quando ponderamos os dados, o efeito líquido pareceu não melhorar muito em relação a ultima projeção”, afirmou ele.

Segundo o ministério, enquanto abril foi o mês das maiores quedas dos indicadores econômicos, os meses seguintes já apresentaram recuperação, “indicando que a velocidade de retomada tende a ser maior que a prevista anteriormente”.

A secretaria avalia que, mesmo diante da “perda substancial de empregos e redução de salários”, as políticas adotadas pelo governo elevaram a massa salarial ampliada no período e têm sido “importantes para garantir demanda a diversas firmas e setores durante esse período, minimizando o risco de falência”.

De acordo com o governo, o auxílio emergencial e o programa de manutenção do emprego, em conjunto com a liberação de saques emergenciais do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), resultaram em “elevação da massa salarial ampliada” e, com isso, “diversos setores da economia estão se adaptando para sobreviver durante esse período [de pandemia]”.

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